- Podes-me explicar uma coisa?
- Sim, diz...
- Explica-me o mundo.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
sábado, 22 de janeiro de 2011
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Hoje abri um papel. Pequenino, com doze alíneas. Ao abrir esse papel, conferi que a taxa de sucesso nem foi má. Conferi também que falhei algumas coisas redondamente, mas não precisava de abrir o papel para o saber. Ainda assim, 2010 também foi feito de coisas que não pedi, não imaginei... mas que aconteceram! Foi um ano de evolução, de trabalho, de procura, de luta, de nervos, de saudade, de amizade, de descoberta, de inseguranças também, de amor (daquele que dói como se te estivessem a cravar as unhas), de cansaço mas, ao mesmo tempo, de recompensa.
Ao abrir a carteira para tirar o papel dos desejos, vieram outros papéis e outras recordações atrás. Conviveram juntos durante um ano. Juntos, mas distantes...
Feliz 2011!
Ao abrir a carteira para tirar o papel dos desejos, vieram outros papéis e outras recordações atrás. Conviveram juntos durante um ano. Juntos, mas distantes...
Feliz 2011!
domingo, 26 de dezembro de 2010
Perante as duas linhas que acabo de ler, só me surge um pensamento... e em forma de dúvida:
Era suposto que isso constituísse novidade?? É que o que leio a 26 do mês 12 é o mesmo que já ouvi no mês 5, no 6, no 8, no 9... não seria tão verdade assim nessas alturas? Ou se era verdade, porquê dizê-lo agora como se ainda não se soubesse? E já agora... que "tudo que tinha" é esse? O que foi queimado, rasgado e posto num caixote? Se calhar é mesmo esse... enFIM.
Era suposto que isso constituísse novidade?? É que o que leio a 26 do mês 12 é o mesmo que já ouvi no mês 5, no 6, no 8, no 9... não seria tão verdade assim nessas alturas? Ou se era verdade, porquê dizê-lo agora como se ainda não se soubesse? E já agora... que "tudo que tinha" é esse? O que foi queimado, rasgado e posto num caixote? Se calhar é mesmo esse... enFIM.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Quando as palavras daqueles por quem nem nutrimos grande simpatia encaixam na perfeição:
"Há dias em que me sinto vazio, como se um cansaço imenso e letárgico se tivesse instalado sem pré-aviso e me tolhasse o coração e o espírito. São dias em que acordar é pior do que ter um pesadelo e levantar-me da cama parece mais difícil do que atravessar o Atlântico a nado. Manhãs submersas em recordações e saudades"... a sonhar calado o que quero e não tenho.
"Há dias em que me sinto vazio, como se um cansaço imenso e letárgico se tivesse instalado sem pré-aviso e me tolhasse o coração e o espírito. São dias em que acordar é pior do que ter um pesadelo e levantar-me da cama parece mais difícil do que atravessar o Atlântico a nado. Manhãs submersas em recordações e saudades"... a sonhar calado o que quero e não tenho.
"Não se ama pelas qualidades. Nem por isto ou por aquilo.
Ama-se simplesmente, e sobretudo ama-se apesar deste e aquele defeito."
Ama-se simplesmente, e sobretudo ama-se apesar deste e aquele defeito."
"Ela não gostava de ninguém e ele gostava dela."
Ponto.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Cão, como nós...
2h 24 - cansado e já a pensar na minha cama, desci do autocarro e iniciei o meu percurso até casa, como em tantas outras vezes... Mas passaram poucos segundos até que tudo fosse diferente. Aquele cão, que ali estava na esquina do jardim, olhou para mim e de imediato começou a agir como se eu fosse o dono. Assim, sem mais nem menos, sem eu lhe acenar, sem olhar para ele, sem lhe dizer nada... Simplesmente começou a caminhar atrás de mim...
Achei estranho, mas pensei que só ia dar meia dúzia de passos comigo e que depois voltaria para trás. Enganei-me... e quando o percebi, comecei a parar e a mandá-lo embora ou a dizer-lhe "fica aí". Ele parava, olhava para mim, dava sinal de que iria ficar por ali. Mas quando eu virava costas e reiniciava o percurso, lá vinha ele. Tentei de tudo naqueles 10minutos até casa. Andar mais depressa, atravessar a rua, mandá-lo embora, confesso que até tentei esconder-me dele por trás de arbustos e carros. Só que o cão, branco e aparentemente bem tratado para um cão de rua, já agia como se eu fosse mesmo o dono, como se eu tivesse estado sempre ali. Até quando me escondia ele vinha à minha procura rapidamente, como se tivesse perdido peça importante na vida dele.
2h34 - Aquele curto caminho até casa tinha hoje durado um pouco mais, naquele bailado para tentar evitar este desfecho. Ali estávamos, eu e um cão que nunca tinha visto, à porta do meu prédio. Fiz-lhe uma festa na cabeça e de imediato se sentou no chão, como que a prestar-me vassalagem. Pedi-lhe para não vir atrás de mim, mas ele não percebia... Entrei no prédio, a porta fechou-se. O cão veio até à porta do prédio, deitou-se lá e ficou a olhar para mim, como que não percebendo o porquê daquele afastamento. Custou-me entrar no elevador e subir, senti um enorme aperto no coração. Cheguei a casa e lá estava o meu cão à minha espera. Só lhe disse "nem sabes a sorte que tens"... e vim para a cama. Passou quase uma hora e meia desde que saí do autocarro, cansado, e ainda não consegui dormir.
Achei estranho, mas pensei que só ia dar meia dúzia de passos comigo e que depois voltaria para trás. Enganei-me... e quando o percebi, comecei a parar e a mandá-lo embora ou a dizer-lhe "fica aí". Ele parava, olhava para mim, dava sinal de que iria ficar por ali. Mas quando eu virava costas e reiniciava o percurso, lá vinha ele. Tentei de tudo naqueles 10minutos até casa. Andar mais depressa, atravessar a rua, mandá-lo embora, confesso que até tentei esconder-me dele por trás de arbustos e carros. Só que o cão, branco e aparentemente bem tratado para um cão de rua, já agia como se eu fosse mesmo o dono, como se eu tivesse estado sempre ali. Até quando me escondia ele vinha à minha procura rapidamente, como se tivesse perdido peça importante na vida dele.
2h34 - Aquele curto caminho até casa tinha hoje durado um pouco mais, naquele bailado para tentar evitar este desfecho. Ali estávamos, eu e um cão que nunca tinha visto, à porta do meu prédio. Fiz-lhe uma festa na cabeça e de imediato se sentou no chão, como que a prestar-me vassalagem. Pedi-lhe para não vir atrás de mim, mas ele não percebia... Entrei no prédio, a porta fechou-se. O cão veio até à porta do prédio, deitou-se lá e ficou a olhar para mim, como que não percebendo o porquê daquele afastamento. Custou-me entrar no elevador e subir, senti um enorme aperto no coração. Cheguei a casa e lá estava o meu cão à minha espera. Só lhe disse "nem sabes a sorte que tens"... e vim para a cama. Passou quase uma hora e meia desde que saí do autocarro, cansado, e ainda não consegui dormir.
... e pensar que, por tantas vezes, já fui "o cão" desta história.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Aprendendo a Aprender...
Após um tempo,
Aprendemos a diferença subtil
Entre segurar uma mão
E acorrentar uma alma,
E aprendemos
Que o amor não significa deitar-se
E uma companhia não significa segurança
E começamos a aprender...
Que os beijos não são contratos
E os presentes não são promessas
E começamos a aceitar as derrotas
De cabeça levantada e os olhos abertos
Aprendemos a construir
Todos os seus caminhos de hoje,
Porque a terra amanhã
É demasiado incerta para planos...
E os futuros têm uma forma de ficarem
Pela metade.
E depois de um tempo
Aprendemos que se for demasiado,
Até um calorzinho do sol queima.
Assim plantamos nosso próprio jardim
E decoramos nossa própria alma,
Em vez de esperarmos que alguém nos traga flores.
E aprendemos que realmente podemos aguentar,
Que somos realmente fortes,
Que valemos realmente a pena,
E aprendemos e aprendemos...
E em cada dia aprendemos.
Aprendemos a diferença subtil
Entre segurar uma mão
E acorrentar uma alma,
E aprendemos
Que o amor não significa deitar-se
E uma companhia não significa segurança
E começamos a aprender...
Que os beijos não são contratos
E os presentes não são promessas
E começamos a aceitar as derrotas
De cabeça levantada e os olhos abertos
Aprendemos a construir
Todos os seus caminhos de hoje,
Porque a terra amanhã
É demasiado incerta para planos...
E os futuros têm uma forma de ficarem
Pela metade.
E depois de um tempo
Aprendemos que se for demasiado,
Até um calorzinho do sol queima.
Assim plantamos nosso próprio jardim
E decoramos nossa própria alma,
Em vez de esperarmos que alguém nos traga flores.
E aprendemos que realmente podemos aguentar,
Que somos realmente fortes,
Que valemos realmente a pena,
E aprendemos e aprendemos...
E em cada dia aprendemos.
José Luis Borges - "E aprendemos"
domingo, 3 de outubro de 2010
Nem sempre é possível titular momentos. Nem tão pouco sou bom a titular... sou melhor a contar, talvez... mas nem pra contar tenho tido a vontade necessária. Há quem tente cingir tudo a efeitos, mas esta história só poderia chamar-se "efeito coisa nenhuma". O sentido da história é zero, tão zero como o sentido do que estou para aqui a escrever...
Também me habituei a resumir momentos com músicas. Quando páro e olho para isto, parece-me mal que assim seja. Mas, ao mesmo tempo, parece-me cómodo e confortável. E como faz falta sentir-se algum conforto em alguma, mínima, coisa...
Também me habituei a resumir momentos com músicas. Quando páro e olho para isto, parece-me mal que assim seja. Mas, ao mesmo tempo, parece-me cómodo e confortável. E como faz falta sentir-se algum conforto em alguma, mínima, coisa...
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
So there's nothing left to say?
you try to take comfort in words, but you're just turning into air...
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
domingo, 25 de julho de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
São Joanesburgo...
... pode ser este o nome para a mistura de festa/saudosismo que vivi hoje. Amanhã até tenho que acordar cedo, mas hoje fiquei criteriosamente à espera da meia noite em Portugal, só para imaginar os foguetes a rebentarem lá no alto... a cascata na ponte D. Luis I... os martelinhos, as gentes, as ruas completamente intransitáveis.
Hoje dava tudo para não estar aqui e estar no meu Porto, na festa que mais gosto e que mais me diz. E nem o facto de ter passado a tarde a mostrar imagens do São João do Porto a brasileiros, ingleses, mexicanos (e a abrir-lhes o apetite para uma visita à Invicta) me diminuiu a saudade. Nem o facto de ter estado no meio de uma valente festa quase carnavalesca, no jogo que deu o apuramento ao Gana para os oitavos de final, me diminuiu a vontade de estar na minha cidade hoje.
E agora, enquanto a minha cidade se diverte numa noite incomparável, eu vou dormir... e sonhar com ela.
Hoje dava tudo para não estar aqui e estar no meu Porto, na festa que mais gosto e que mais me diz. E nem o facto de ter passado a tarde a mostrar imagens do São João do Porto a brasileiros, ingleses, mexicanos (e a abrir-lhes o apetite para uma visita à Invicta) me diminuiu a saudade. Nem o facto de ter estado no meio de uma valente festa quase carnavalesca, no jogo que deu o apuramento ao Gana para os oitavos de final, me diminuiu a vontade de estar na minha cidade hoje.
E agora, enquanto a minha cidade se diverte numa noite incomparável, eu vou dormir... e sonhar com ela.
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